Deputados Josimar e Pastor Gil são condenados e ficam inelegíveis

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, condenar dois deputados federais e um ex-deputado por envolvimento em desvio de emendas parlamentares. O julgamento foi realizado nesta terça-feira (17).

Além da condenação, o Supremo também definiu as penas dos réus. As punições variam de 5 anos a 6 anos e 5 meses de prisão, todas em regime inicial semiaberto, além de multas.

Foram condenados os deputados federais Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil, além do ex-deputado Bosco Costa.

Penas definidas

•          Josimar Maranhãozinho: 6 anos e 5 meses de prisão, em regime semiaberto, e 300 dias-multa no valor de 3 salários mínimos

•          Pastor Gil: 5 anos e 6 meses de prisão, em regime semiaberto, e 100 dias-multa no valor de 1 salário mínimo

•          Bosco Costa: 5 anos de prisão, em regime semiaberto, e 100 dias-multa no valor de 3 salários mínimos

As condenações tem efeito imediata de inelegibilidade, já que há crime contra a Administração Pública.

Outros condenados:

•          João Batista Magalhães: 5 anos de prisão e 30 dias-multa

•          Adones Gomes Martins: 5 anos de prisão e 30 dias-multa

•          Abraão Nunes Martins Neto: 5 anos de prisão e 30 dias-multa

•          Antônio José Silva Rocha: 5 anos de prisão e 30 dias-multa

Thalles Andrade Costa foi absolvido por falta de provas.

Decisão do STF

O relator do caso, Cristiano Zanin, votou pela condenação dos parlamentares pelo crime de corrupção passiva. Segundo o ministro, ficou comprovado que houve solicitação de vantagem indevida em troca da liberação de recursos públicos.

O voto foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino. O relator afastou a acusação de organização criminosa, por considerar que não havia provas suficientes.

O caso envolve o desvio de emendas parlamentares destinadas à área da saúde no município de São José de Ribamar. De acordo com a investigação, os deputados teriam exigido cerca de R$ 1,6 milhão em propina do então prefeito da cidade, Eudes Sampaio, para liberar os recursos. O esquema foi denunciado pelo próprio ex-prefeito. Ao todo, oito pessoas foram julgadas no processo.

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